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Segundo o exército de Israel, a maior parte dos mísseis foi interceptada com a ajuda dos Estados Unidos, que se comprometeram a coordenar com Israel a resposta a Teerão.
Esse foi o segundo ataque do Irão a Israel desde abril, quando ocorreu a primeira ofensiva com bombardeios de mísseis e drones.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira à noite que o Irão "cometeu um erro grave" ao agredir Israel e que "pagará o preço" por isso, reforçando a determinação de Israel em responsabilizar seus adversários.
"O regime iraniano não entende nossa resoluta defesa e a necessidade de responsabilizar nossos inimigos", destacou Netanyahu em um discurso em vídeo. "Existem pessoas em Teerão que ainda não compreendem isso. Elas entenderão. Vamos nos manter firmes em nosso compromisso: quem nos atacar, será atacado", assegurou.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, também reiterou no X (antigo Twitter) que "o Irão não aprendeu a lição". "Quem ataca o Estado de Israel paga um alto preço", enfatizou.
Após o ataque iraniano, Israel pediu na noite de terça uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, prometeu uma resposta ao ataque iraniano, afirmando que "o Irão sentirá as consequências de suas ações, e será doloroso". Ele destacou ainda que o Irão "revelou ao mundo sua verdadeira face: a de um Estado terrorista".
Intensas consultas estão sendo realizadas no Conselho de Segurança para agendar uma reunião de emergência, que também foi solicitada pelo Irão no sábado, após a série de ataques israelenses no sul do Líbano, embora essa reunião ainda não tenha ocorrido, conforme relatado pela agência de notícias Efe.
Danon deseja que a reunião do Conselho resulte em uma "condenação clara e assertiva do Irão". Ele também criticou o secretário-geral António Guterres, expressando descontentamento com sua resposta apagada após o conhecimento do ataque do Irão a Israel.
"Na sua declaração, ele praticamente deixou de lado o agressor e se concentrou apenas na escalada", enfatizando que, nesse caso, um Estado-membro atacou outro com mísseis balísticos, fato que não foi explicitamente condenado por Guterres.