Foto: O País |
Embora a maior parte dos protestos em Maputo e na sua província tenha ocorrido de forma pacífica, os eventos no Mercado Grossista do Zimpeto tomaram um rumo mais violento por volta das 13h. Após a execução do hino nacional, liderada por Venâncio Mondlane em memória das vítimas dos protestos anteriores, os manifestantes avançaram para o interior do mercado com a intenção de marchar até os postos policiais da região.
De acordo com testemunhas, os manifestantes buscavam explicações sobre os disparos ocorridos durante protestos supostamente pacíficos. No entanto, há relatos de infiltrações no grupo que teriam incitado a polícia e agravado a situação.
"Os manifestantes arremessaram pedras contra a polícia, que inicialmente não reagiu. Eles insistiam, e os agentes dispararam tiros para o ar na tentativa de dispersar as pessoas. Alguns infiltrados diziam que a polícia iria disparar para matar, mas os agentes mantiveram a postura defensiva", contou um dos presentes.
A confusão escalou com os manifestantes atacando os postos policiais, lançando pedras, incendiando pneus e soltando alguns detidos. Relatos indicam que documentos foram retirados dos postos policiais. O uso de gás lacrimogêneo pelos agentes intensificou o tumulto tanto no mercado quanto na estrada.
Com a desordem, partes do separador central da estrada principal foram removidas, causando interrupções no trânsito. Sinais de trânsito e barreiras clandestinas foram destruídos, e o transporte público deixou de operar, forçando a retirada dos veículos da via.
Na manhã de sábado, ainda era possível observar os vestígios do tumulto. Agentes da Polícia de Trânsito trabalhavam para recolocar os separadores centrais danificados, enquanto a estrada começava a voltar ao normal.